A verdadeira história da Pequena Sereia - Hans Christian Andersen

" Os seres humanos têm almas que vivem para sempre, mesmo depois que seus corpos se transformam em pó. Elas voam através do ar puro até chegarem às estrelas brilhantes". 

Olá meu povo lindo! Tudo bom com vocês?
Aqueles que frequentam o blog há algum tempo, sabem que sou apaixonada por contos de fadas, e principalmente por aquelas versões que não são tão de fadas assim. Já publiquei aqui no blog a verdadeira história da Bela Adormecida >aqui< e também de Alice no País das Maravilhas >aqui<. Hoje venho com mais uma história: a da Pequena Sereia.
Essa foi uma das postagens mais difíceis que já fiz, tive que pesquisar muito, todos os sites e blogs que pesquisei estavam com as histórias incompletas e muitas partes erradas (principalmente o final) então tive que recorrer à sites em inglês. Para quem quiser >aqui< tem o conto completo em inglês e >aqui< o traduzido para o português.
O conto original foi escrito por Hans Chistian Andersen, um dinamarquês do século 19. Muitos dos contos escritos por Grimm, La Fontaine e Charles Perrault eram histórias de tradição oral, contadas pelos avós às crianças. Já os contos de Andersen pode-se dizer que são originais mesmo já que era ele quem os inventava.
Tentarei contar a história resumida aqui, para aqueles que querem conhecer a história real, mas não querem ler tooooda aquele conto longo e detalhista (mas aconselho a leitura, é um ótimo conto).

The Tales of Hans Christian Andersen - The Little Mermaid - 1837

No lugar mais profundo do mar, se encontra o castelo do rei, lá ele vive com suas seis filhas e sua mãe que tomava conta de tudo, inclusive das princesinhas. Elas ficavam o dia todo brincando no castelo e ouvindo histórias de sua avó sobre o mundo superior. Quando elas completassem quinze anos, era dada a permissão para que elas pudessem ir à superfície e se sentar nos rochedos à luz do luar, para ver os grandes navios passarem.
Cada uma das irmãs era um ano mais nova que a outra, então a mais jovem teria que esperar cinco anos para chegar sua vez.
No ano seguinte a primeira irmã foi descobrir o que tem na superfície, e chegou com muitas novidades para contar às outras. E assim foi uma à uma. A mais curiosa era a que precisava esperar por mais tempo, mas enfim sua vez chegou.
Quando subiu lá, o sol acabara de se pôr, mas as nuvens ainda estavam tingidas de carmesim e ouro. Um grande navio de três mastros estava à deriva na água, com apenas uma vela içada porque o vento estava brando. Ela podia ver através do vidro transparente uma quantidade de homens magnificamente trajados. O mais belo deles era um jovem príncipe, com grandes olhos escuros. 
De repente começa uma tempestade, e o barco não aguentando a força do mar, acaba se partindo, fazendo com que os marinheiros caiam no mar e morram afogados. A sereiazinha sai a procura do belo jovem, e acaba o encontrando desmaiados e o leva à superfície. Quando chega à praia dá-lhe um beijo no rosto e o deixa na areia da praia bem a tempo, pois as portas de um templo sagrado que havia ali perto se abrem, e uma bela moça sai e encontrando o rapaz desmaiado, corre desesperada procurando por ajuda.
A sereiazinha então volta para as profundezas do mar de coração partido, pois aquele a quem ela amava nem sequer sabia de sua existência. Ela permaneceu um tempo em silêncio, e ao contrário de suas irmãs, não quis compartilhar sua experiência na superfície, mas por fim acaba revelando o que fez, e uma das irmãs conhecendo o príncipe, acaba levando-a para a superfície, afim de mostrar onde fica seu castelo. E lá a sereiazinha passava todas as noites, em algumas delas até podia ver o belo príncipe.
Como já não sabia mais o que fazer, foi conversar com sua avó. 
Vejam o diálogo, achei bem interessante:
"— Quando não se afogam – perguntou a Pequena Sereia –, os seres humanos podem continuar vivendo para sempre? Não morrem como nós, aqui embaixo no mar?
— Sim, sim – respondeu a velha senhora. — Eles também terão que morrer e seu tempo de vida é mais curto que o nosso. Nós por vezes alcançamos a idade de trezentos anos, mas quando nossa vida aqui chega ao fim, simplesmente nos transformamos em espuma na água. Aqui não temos túmulos daqueles que amamos. Não temos uma alma imortal e nunca teremos outra vida. Nós somos como o junco verde. Uma vez cortado, cessa de crescer. Mas os seres humanos têm almas que vivem para sempre, mesmo depois que seus corpos se transformam em pó. Elas voam através do ar puro até chegarem às estrelas brilhantes. Assim como subimos à flor da água e contemplamos as terras dos seres humanos, assim eles atingem belos reinos desconhecidos – regiões que nunca conherecemos.
— Então estou condenada a morrer e flutuar como espuma do mar, a nunca mais ouvir a música das ondas ou ver as lindas flores e o sol vermelho? Não há nada que eu possa fazer para conquistar uma alma imortal?
— Não – disse a velha senhora. — Só se um ser humano a amasse tanto que você importasse mais para ele que pai e mãe. Se ele a amasse de todo o coração e deixasse o padre pôr a mão direita sobre a sua como uma promessa de ser fiel e verdadeiro por toda a eternidade. Nesse caso, a alma dele deslizaria para dentro do seu corpo e você, também, obteria uma parcela da felicidade humana. Ele lhe daria uma alma e, no entanto, conservaria a dele próprio. Mas isso jamais acontecerá. Sua cauda de peixe, que achamos tão bonita, parece repulsiva à gente da terra. Sabem tão pouco sobre isso que acreditam realmente que as duas desajeitadas escoras que chamam de pernas são belas. "
A sereiazinha foi então procurar a feiticeira, para ver se havia alguma forma de se encontrar com o príncipe. O lugar onde mora a feiticeira é horripilante, tem até pólipos que agarram e estrangulam o que encontram pela frente, inclusive humanos que se afogaram e até mesmo sereias.
A feiticeira sabe o desejo da jovem antes mesmo dela lhe falar. Ela queria pernas para poder se encontrar com o príncipe e assim tentar fazê-lo se apaixonar por ela. Mas para tudo precisa de sacrifícios: a moça conseguirá o que deseja, terá suas tão esperadas pernas, mas o processo doerá muito, como se uma espada a cortasse, ela será a "humana" mais bonita que todos já viram e seus pés vão deslizar graciosamente numa dança, mas cada passo que der a fará sentir como se estivesse pisando em uma faca afiada, o bastante para fazer sangrar seus pés. A princesa também não poderá mais voltar para sua família e se por acaso o príncipe se casar com outra, ela virará espuma do mar. E além disso tudo, a sereiazinha terá que dar para a feiticeira o que ela tem de mais belo: sua voz.
Mas assim foi feito. A feiticeira preparou a poção e quando a jovem a bebeu sentiu como se uma faca de dois gumes a cortasse ao meio, então acaba desmaiando de tanta dor e quando acorda bem diante de seus olhos encontra o lindo príncipe. Ele a pegou e levou ao seu palácio e cada passo que ela dava era uma dor insuportável. 
No castelo lhe deram roupas lindas e ela encantou a todos com sua dança, como se flutuasse no ar apesar da dor que sentia. O príncipe a chamava de minha pequena desamparada e não queria se separar dela. Mas o príncipe a via como uma pequena criança, jamais pensou em torná-la sua rainha, e para tudo dar certo, isso precisava acontecer.
O príncipe acaba lhe contando que não consegue mais viver sem ela, que ela é muito importante e também acaba revelando que só poderia amar uma única mulher, aquela que o salvou do naufrágio, aquela que chamou por ajuda e o príncipe acredita que foi ela que salvou sua vida e não a jovem que está diante de seus olhos. 
Um belo dia o príncipe vai à outro reino à pedido de seus pais para conhecer uma princesa e quem sabe se casar com ela, mas o príncipe não quer isso, ele quer casar por amor. Mas ao chegar ao outro reino, se depara com a moça que ele acredita que tenha o salvado. A sereiazinha fica com o coração despedaçado, pois seu casamento significa a morte dela.
O casamento então acontece, e depois de muita festa os noivos vão se deitar. A jovem sereia fica a admirar o céu, sabendo que ao primeiro raio de sol ela morrerá. Ao longe consegue ver suas irmãs, mas seus longos e belos cabelos não mais ondulavam ao vento, elas haviam cortado e dado à feiticeira, e em troca conseguiram um punhal. Se a sereiazinha cravasse o punhal no coração do príncipe, ela não morreria e poderia ter sua calda de volta e voltar para o fundo do mar.
Como seu amor jamais permitiria tal atrocidade, a sereiazinha se joga no mar à espera de sua morte, mas não ocorre como ela esperava. Ela viu o sol esplendoroso e, pairando ao seu redor, centenas de criaturas adoráveis. E a voz delas era a voz da melodia, embora etérea demais para ser ouvida por ouvidos mortais, assim como nenhum olho mortal poderia contemplá-las. Não tinham asas, mas sua leveza as fazia flutuar no ar. Eram as filhas do ar, que lhe disseram que uma sereia não possui uma alma imortal, e jamais pode ter uma a menos que conquiste o amor de um ser humano. A eternidade de uma sereia depende de um poder que independe dela. As filhas do ar tampouco têm uma alma eterna, mas podem conseguir uma através de suas boas ações. Devem voar para os países quentes, onde o ar pestilento significa morte para os seres humanos. Devem levar brisas frescas. Devem espalhar a fragrância das flores através do ar e enviar consolo e cura. Depois que tiverem praticado todo o bem que podem em trezentos anos, elas podem conquistar uma alma imortal e terão participação na felicidade eterna da humanidade. A sereiazinha se junta a elas, e depois de trezentos anos, ela também poderá ganhar um alma imortal.
A jovem dá uma última olhada para seu amado e segue as filhas do ar, que flutuarão por trezentos anos, até finalmente chegarem ao reino celestial e elas podem alcançá-lo ainda mais cedo, pois invisíveis, flutuam para dentro de lares humanos em que há crianças, e para cada dia que encontrarem uma boa criança, que faz merecer o amor dos pais, Deus abrevia seu tempo de sofrimento. A criança nunca percebe quando elas voam em seu quarto e sorriem com alegria, e assim um ano é reduzido dos trezentos. Mas quando elas veem uma criança perversa ou maldosa, então, derramam lágrimas de dor, e cada lágrima acrescenta mais um dia ao seu tempo de provação.

E aí, o que acharam da história? Bem triste né? A sereiazinha sofreu tanto por nada! Esses contos originais são sempre bem chocantes!

28 comentários. Clique aqui para comentar também.:

anna karolina disse... [Responder comentário]

Nossa que história triste por mais que tenhamos uma ideia idealizada de como termina uma história de amor, nunca pensei que terminaria desse jeito trágico que destruiu os sonhos de uma eterna criança. :(

Patricia Martins Bueno disse... [Responder comentário]

@anna karolina É uma história bem triste mesmo, de todos os contos originais que já li, acho que esse foi o mais triste! Fiquei torcendo tanto por ela, parecia que o príncipe gostava tanto dela, mas no fim não deu nada certo! Pelo menos ela pôde tentar conquistar uma alma imortal, e não virou apenas espuma do mar e desapareceu. Obrigada pelo seu comentário!

Sara Caroline Lopes disse... [Responder comentário]

De todas as histórias das princesas que eu já li, a única que me deixa desconsolada é a da Pequena Sereia. Eu já conhecia a história original, mas por incrível que pareça, ela não me agrada muito não. É injusto, apesar de a gente saber que a vida na verdade não é um conto de fadas. Mesmo assim, queria que ela tivesse se casado com o príncipe. :(
Apesar disso, gostei bastante do post. Beijos!
vicioliteral.blogspot.com.br

Anônimo disse... [Responder comentário]

Assim como na vida real, nem toda história de Amor tem um final feliz.
Sem a tristeza, a felicidade não existiria.

Natalia M disse... [Responder comentário]

Sinceramente eu gostei muito mais desse conto do que aquele já conhecemos. Achei bem original, pois as vezes faríamos tudo por determinada pessoa, que não sente o mesmo, e assim, alguém sai sofrendo. Chocante mas decerta forma realista, adorei! (mas eu ainda teria gostado mais se ela tivesse matado o príncipe, sim, sou dessas, haha) Beijos

http://desfocandoideias.blogspot.com

Kel Araujo disse... [Responder comentário]

Ahhh prefiro a versão da Disney huayhua Até porque A Pequena Sereia é uma das minhas princesas preferidas. Prefiro continuar acreditando que era daquele jeito =P

beijos
Kel
www.porumaboaleitura.com.br

Aline Coelho disse... [Responder comentário]

Acho que é sempre interessante conhecer a história original, mas concordo com a Kel sobre a versão da Disney. Penso que já somos cercados de tanta coisa triste na nossa realidade e quando lemos procuramos por histórias que nos transmitam esperança e sentimentos bons. Enfim valeu pelo esforço e pesquisa.

Leituras, vida e paixões!!!

Diana Canaverde disse... [Responder comentário]

Oi Patricia, tudo bem????

Menina quase chorando aqui... eu tive um livro de contos desse escritor, porém não o tenho mais... e não lembro de todas as histórias somente do patinho feio rs. Mas o da pequena sereia não conhecia com tantos detalhes... muito triste... se sacrificou atoa por um príncipe que não estava nem ai para ela... muito chato... coitada... Xero!!!

minhasescriturasdih.blogspot.com.br

Lerissa Kunzler disse... [Responder comentário]

Olá, tudo bem??
Adorei a história, também acho bem interessante ler sobre a história que há por trás dos contos de fadas. Essa, particularmente, é muito triste mesmo, mas é bom ver que nem todos finais felizes são tão felizes assim.
Beijos, Lerissa. :D
http://lerissakunzler.blogspot.com.br/

Daniella Souza disse... [Responder comentário]

Oi, Patricia!
Também gosto de contos de fadas, principalmente quando são os contos reais. rs
Adorei ler essa história aqui! *-*
Beijo

http://canastraliteraria.blogspot.com.br/

Desbravadores de Livros disse... [Responder comentário]

Gosto de contos de fada, mas nunca gostei muito da A Pequena Sereia. Apesar dessa história original ser um pouco diferente do que eu imaginava.

M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de agosto

Mari disse... [Responder comentário]

Só eu notei que a pequena sereia, de uma forma ou outra, conseguiu o que queria? Tudo bem que ela não conseguiu se casar com o príncipe e nem o amor dele como mulher, mas... era mesmo isso que ela estava querendo desde o início?

Pelo que percebi da história e da conversa dela com a avó, apesar do amor dela pelo príncipe, o que ela realmente queria era uma alma imortal. Foi para não virar espuma que ela fez tudo que fez. Ela estava disposta a abrir mão da família e a sofrer dores horrendas para conseguir essa alma imortal.

Mas ao mesmo tempo ela também amava o príncipe e não estava disposta a tirar a vida dele para preservar sua alma, da mesma forma que acho que ela não teria matado nenhuma de suas irmãs.

No final, entretanto, ela não morre... ela ganha a oportunidade de "conquistar" essa alma imortal através de boas ações e levando felicidade ao mundo.

Não é um conto de amor entre um homem e uma mulher, mas é ainda um conto de final feliz. Vejam que para cada criança boa diminui 1 ano de sua pena e para cada lágrima derramada ao se deparar com uma criança má aumenta 1 dia - isso mostra uma maior valorização da bondade frente à maldade, não acham?

Mari disse... [Responder comentário]

@Natalia M

kkkkk. Eu também gostei muito mais da história original que da versão Disney Natalia.

Diferente de você, eu não queria que ela tivesse matado o príncipe. Seria uma atitude horrivelmente egoísta dela. Ela fez uma escolha e não é justo que ele pague pela escolha que ela fez.

Mas achei muita justiça na história. Ele foi grato e se apaixonou por quem ele achou ter salvado a vida dele e conseguiu casar e ser "feliz para sempre" com essa pessoa. Enquanto isso, apesar dela ter perdido o amor do príncipe, ela conseguiu mais uma chance de conseguir a alma imortal que ela tanto queria.

Para mim, o foco da pequena sereia, mesmo apaixonada, nunca foi realmente o príncipe e sim a alma imortal. Ela apenas tentou associar o útil ao agradável (ou seja, conseguir a alma e o amor ao mesmo tempo).

Patricia Martins Bueno disse... [Responder comentário]

@Mari Concordo com vc Mari, também tive essa impressão que ela queria desde o início uma alma imortal, que ela não queria virar espuma do mar e simplesmente desaparecer, mas sim viver eternamente como a alma humana vive, e como ela tinha apenas uma opção, que era a de encontrar alguém que a amasse ao ponto de lhe dar uma alma, ela foi atrás disso, mas não porque queria se casar com um humano e sim porque tudo o que desejava era uma alma imortal.
Essa versão em minha opinião é bem melhor que a da Disney, assim como vc disse, quando lágrimas são derramadas ou quando elas encontram uma criança boa, isso acaba diminuindo ou aumentando sua pena, mostrando assim a valorização da bondade e trazendo uma ótima lição de moral, diferente da versão da disney, onde tudo o que ela queria era se casar com um príncipe e viver feliz para sempre. Nesse conto original eu acho que nem o príncipe viveu feliz para sempre, afinal ele acredita que foi aquela moça quem o salvou, sendo que não foi.
Obrigada por ter deixado sua opinião aqui no BMB!
Beijo!

Ana Lúcia Menelau disse... [Responder comentário]

Na minha opinião, esse conto é bem mais interessante e cheio de magia que o da Disney.
A Sereia queria muito a alma imortal e acredito que apenas, por ilusão, pensava amar o principe.
Seguir as filhas do ar me pareceu ser uma grande aventura, e assim, ela iria conquistar uma das coisas que tanto queria, a imortalidade da alma .
No final uma grande lição da importância do triunfo do bem sobre o mal, como também, saber que mesmo não tendo exatamente aquilo que queremos, existe a possibildade de ser feliz.
Parabéns pelo seu Blog Patricia.

Mari disse... [Responder comentário]

Olá, achei beem interessante seu post, das muitas pesquisas que fiz sobre esse conto esse foi o melhor, parabéns !
Se puder e quiser ! Visite o meu blog !
http://umagarotachamadamarine.blogspot.com.br/
Beijos <3

Renata Varela disse... [Responder comentário]

Eu amo essas historias verdadeiras *O* A Pequena Sereia era meu desenho animado favorito na infância haahha <3 adorei. Li os outros posts sobre histórias verdadeiras, adorei. Parabéns, <3
whoosthatgirrl.blogspot.com

Mariana Castro disse... [Responder comentário]

Engraçado, eu gostava do desenho da Pequena Sereia que passava na televisão, mas não gostava do filme porque sempre achei a Ariel meio burra por ter trocado a calda dela e o fundo do Mar com toda aquela liberdade e beleza pelo príncipe, que por sinal eu achava mega sem graça e nos meus sonhos de infância, ela voltava pro mar e invés do príncipe, encontrava um tritão bonitão (imaginava meio parecido com o Nalum do filme da Barbie) pra se aventurar no fundo do Mar junto com ela. Quando li essa história, a verdadeira do Hans Christian Andersen, me deu uma tristeza ainda maior :( Acho que ela sacrificou o que tinha de melhor e abriu mão de si mesma por alguém que não merecia e sequer correspondeu aos seus sentimentos, a história na verdade é uma grande lição de vida sobre como não abrir mão de si mesma pelos outros, se amar em primeiro lugar.

Eliane disse... [Responder comentário]

Eu li essa estória na infância. Engraçado que na minha vida a mesma estória sempre se repetiu: me apaixono e nunca sou correspondida. O último que amei e não teve olhos ora mim se chama Anderson. Seria coincidência?

Unknown disse... [Responder comentário]

bom e gostei muito da historia que acabou me ajudando por dimais tenho um trabalho que tenho de readaptar do meu jeito e escolhi essa historia mt obrigada me ajudou muito bjs sucesso no seu blog :) S2.

Jorleana Macêdo disse... [Responder comentário]

Gente, eu viajava com os contos de Andersen queria reler todos que saudades eu entrava na magia dessas histórias era como se eu estivesse lá, bons tempos!

Katia Rufino disse... [Responder comentário]

Homens... KkKkkkkk. Burros e insensíveis até nas histórias rs. Era melhor ser sereia, deve existir cada tritão gatão... :D

Katia Rufino disse... [Responder comentário]

Homens... KkKkkkkk. Burros e insensíveis até nas histórias rs. Era melhor ser sereia, deve existir cada tritão gatão... :D

Dicas da Luiza disse... [Responder comentário]

Também sou dessas haha

Unknown disse... [Responder comentário]

Nossa que trágico. Ainda bem que a Disney infantiliza essas historias rsrsr

Unknown disse... [Responder comentário]

Eu adoreeei, pesquisei isso para o trabalho da escola e tirei nota 10 mt bom esse blog de historias

Patricia Martins Bueno disse... [Responder comentário]

@Unknown Obrigada! Fico muito feliz que tenha gostado, não sei se vc viu, mas há outras histórias lá na aba do menu "Contos de Fadas", espero que goste e volte sempre!

Ale disse... [Responder comentário]

Nossa!! Superlegal! Mas tinha que ter o conto,né??
Mas msm assim... vcs estão de PARABÉNS!! GOSTEI MTO DO POST

BJS

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